Medos e tentativas

Sempre que penso em escrever novamente, sinto uma série de medos. 
Medos que não existiam antes, além da clássica dúvida: Será que lerão o quê escrevi?
Surgem questões como: Será que as palavras estão corretas? Está bem formatado? Os parágrafos estão bem divididos? O tema está adequado? O que estou contando tem um bom desfecho? Eu sempre fui péssima com desfechos...
Preocupações pós faculdade, talvez, ou criadas por achar que eu não sou boa o suficiente para a escrita. 
Sempre tive medos, minhas falhas sempre foram ressaltadas ao longo dos anos, mas parte de retomar minha vida é olhar para o papel em branco, seja este virtual ou físico e tentar escrever tudo o que sinto, da maneira que sinto. Parece bobagem, uma adulta ter um diário, mas quando escrevo, sinto que tudo pode fluir de forma mais fácil e quando presto atenção no mercado literário por aí, vejo que aquilo que está escrito, muitas vezes não precisa ser perfeito, mas sim, sentido. 
Eu não sou escritora, mas escrever me traz um prazer que não tenho em muitas outras coisas, assim como cantar. Eu adoro cantar, sinto que estou me abrindo através da música e todas as emoções correm pelo meu corpo. 
Medos existem, sempre estarão presentes em nossa vida e podem nos impedir de fazer aquilo que realmente gostamos de fazer, mas nem sempre tudo precisa ser perfeito, principalmente aquilo que te faz feliz, por isso escrevo mais um texto imperfeito, com uma ideia incompleta falando sobre vencer os medos, porque é isso que tenho tentado fazer dia após dia. 

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