Prisioneira
Prisoner, originalmente era um poema triste. Criado por uma garota que encarava sua vida como a própria prisão. Seu maior medo era ser confinada a vida que todos desejavam que ela levasse.
Sempre uma boa garota, sempre estudando, trabalhando, sendo gentil. Pais ausentes, irmãos distantes, mas era a única familia que ela tinha. Amizades? Ela sorria para todos, dificilmente tratava alguém mal, manipuladora desde cedo. Aprendeu com certas pessoas que com o falso sorriso, as lágrimas forçadas e as palavras certas, poderia ir muito mais longe do que se ela fosse real. Foi criando seus mundos, um interno e outro externo
Se tornou prisioneira de ambos.
Seu mundo externo era sem emoções reais, ela podia controlar aquilo que estava a sua volta. Era tudo um jogo e quando deixou de ser um jogo, tudo passou a ser desinteressante, não importava aonde fosse, mas em seu mundo interno as emoções e as ilusões que ela construia perdiam o controle, tudo era maior, melhor, e ela sempre podia ter mais. Dentro do seu mundo, ela se divida em três, por que ela nunca foi apenas uma.
O tempo passava e transitar entre estes dois mundos se tornava cada vez mais fácil, até que a realidade e o sonho decidiram se fundir e tudo aquilo que ela conhecia entrou em colapso.
Ela não tinha mais poder, não podia mais controlar aquilo que chegava para que não lhe afetasse, não conseguia discernir aquilo que sonhava e aquilo que vivia. E então se viu sem escapatória: De seus próprios sentimentos e manias. De seus medos não havia como se perder. E ela tinha medo. Muito medo.
Então ela começou a definhar, fez o errado acreditando que era certo, as palavras que antes usava sabiamente já não podia mais controlar, suas frases tão perfeitas, seus atos tão planejados não eram efetivos e o desespero tomou conta.
Ela se agarrou no último pedaço de sonho que existia, decidida a mantê-lo para sempre, decidida que nada de errado poderia acontecer, afinal aquele era seu sonho, que podia controlar, modificar, crescer... Mas aquele sonho não era só dela e mal tinha percebido que ela tinha feito um prisioneiro também, pois seu sonho vivia e vivia acorrentado a ela, contra sua vontade, ela nunca experimentou a liberdade e não havia motivos para que seu sonho pudesse experimentar também.
Ela era cega o tempo todo e não enxergava enquanto o sonho crescia e mudava e finalmente ela começava a se arrastar para poder acompanhar tudo que acontecia, lutava contra, prendia até o momento em que aquela corrente se quebrou.
E oque era aquilo que ela vivia? O que era aquilo que ela sentia? Não era uma ilusão e dóia... E fluia para todos os lados... Por mais que tentasse controlar, por mais que tentasse diminuir, aquilo só crescia. Ela tentava se livrar de sua recém descoberta liberdade. Dura e amarga liberdade, que veio sem que ela pedisse.Ela sempre viveu com aquelas correntes e após desejar tanto viver sem elas, não sabia como..


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