A parede do quarto
Na parede de seu quarto tinham marcas.
Marcas das tantas vezes em que andou de um lado para o outro.
Marcas das tantas vezes em que se preocupou.
Marcas das incontáveis vezes em que chorou.
Marcas das inúmeras vezes em que se questionou.
Algumas mais profundas que outras.
E naquele dia ela as encarou.
Não sentia pena ou rancor.
Não sentia tristeza ou mágoa.
Ela passou os dedos pelas marcas.
Ela sentiu e se lembrou de como cada uma foi feita.
Ela não vacilou.
Pegou o pano, a água e esfregou.
Pedaço por pedaço...
Marca por marca...
A
água
escorria...
O pano mundificava.
A parede de seu quarto não tinha mais marcas.
Estavam em branco e limpas.
E ela sorria.
Marcas das tantas vezes em que andou de um lado para o outro.
Marcas das tantas vezes em que se preocupou.
Marcas das incontáveis vezes em que chorou.
Marcas das inúmeras vezes em que se questionou.
Algumas mais profundas que outras.
E naquele dia ela as encarou.
Não sentia pena ou rancor.
Não sentia tristeza ou mágoa.
Ela passou os dedos pelas marcas.
Ela sentiu e se lembrou de como cada uma foi feita.
Ela não vacilou.
Pegou o pano, a água e esfregou.
Pedaço por pedaço...
Marca por marca...
A
água
escorria...
O pano mundificava.
A parede de seu quarto não tinha mais marcas.
Estavam em branco e limpas.
E ela sorria.

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